> Os 100 ANOS da Fundação Imprimir
1 - Nota de Abertura

Qualquer pessoa sente uma enorme honra em colaborar com Instituições de solidariedade social por tudo o que tal significa. Pessoalmente, tive a felicidade de poder dar o meu contributo àquela que é uma das mais prestigiadas da nossa região, em dois dos períodos mais marcantes da sua vida: na construção dos dois novos lares que vieram substituir os do antigo edifício do Asilo e no ano das comemorações do seu centenário.
Presidi, no primeiro momento, a um Conselho de Administração que, com muito poucos recursos, teve que avançar com uma obra já iniciada mas muito longe de estar finalizada – o Lar de Idosos – e arrancar e concluir um novo Lar de Crianças e Jovens. Proporcionou-se, assim, a Moncorvo e ao país, no caso das crianças, equipamentos com condições dignas e adaptadas ao século XXI, bem longe das instalações do início do século XX.
Tenho, agora, a oportunidade de estar à frente de uma administração que comemora o centenário da Fundação Francisco António Meireles podendo, assim, honrar o nome do seu fundador, dos principais beneméritos e de muitos daqueles que tanto deram de si a esta Instituição. Este livro é uma prova disso mesmo e o seu lançamento vai corresponder a um momento alto dessas mesmas comemorações. A Dr.ª Adilia Fernandes, a meu pedido, prontificou-se de imediato a levar a efeito este trabalho que se pretende que seja um documento que nos faça viajar cem anos no tempo – “De Asylo a Fundação”. Terá em conta, ainda, a história da pobreza e de toda a conjuntura que levava a que surgissem Instituições como a nossa, fundada no início do século XX, últimos anos da monarquia em Portugal.
Os tempos são de mudança, como o são todos os tempos. Não nos podemos limitar a adaptar, a aceitar. Devemos, antes, ser visionários e tentar conduzir os sonhos à realidade. Numa Instituição de solidariedade social os desafios são constantes e todos os dias, num permanente combate à exclusão, as realidades são diferentes. Este livro é um documento de reflexão que nos deixa uma palavra de esperança ao demonstrar que, apesar da riqueza continuar muito mal distribuída, se evoluiu nestes últimos cem anos de uma forma abismal, passando-se da “esmola” ao “direito”. O ser humano tem, hoje, outros recursos e a dignidade não é uma palavra vã, porque a sociedade democrática assume as suas responsabilidades para com os menos favorecidos e os mais vulneráveis. No que a nós respeita, tudo faremos para que a nossa Instituição possa, cada vez mais, dignificar Moncorvo. Procuraremos estar à altura daquilo que nos é exigido, tendo em conta os desafios do futuro e as expectativas de um Portugal moderno.

António Olímpio Moreira
Presidente da Fundação Francisco António Meireles

3 - O Livro
4 - O momento
5 - As Obras
6 - Revista de imprensa
7 - A Sala do Centenário